quarta-feira, 27 de junho de 2012

Conselho aleatório (25 semanas)

Sei que ainda vamos conversar muito, que vou te aconselhar a seguir bons caminhos, que trocaremos muito experiência. Sim, minha pequenina, sua experiência de vida também me servirá, você terá muito a me ensinar.
Mas não custa nada hoje, justamente hoje que vivenciei alguns momento de tristeza e decepção, eu te narrar um conselho que eu mesma me dou. É praticamente um mantra - a repetição de um pensamento que acalma a minha alma e o meu coração e, principalmente, me aproxima de Deus. Durante a nossa vida inteira, até quando eu estiver velhinha, cuidando dos teus filhos, eu te repetirei esse conselho "zilhões" de vezes, até mesmo porque, depois do meu amor, é o melhor que eu tenho a te oferecer.
Siga-o, filha.

Tenha SEMPRE fé em Deus. Mesmo que você esteja passando pela maior turbulência da sua vida, mesmo que você pareça estar sozinha, mesmo nos momento de maior tristeza ou frustração. Acredite que o plano do Senhor é sempre melhor pra você. O que te faz sofrer hoje, é para te deixar mais forte para amanhã. O problema que te desespera agora é apenas para te impulsionar à solução no futuro, para aprimorar a sua inteligência, para demonstrar o teu poder de superação. Creia! Algo de bom vai acontecer.
Existe um ditado que diz: "O que não mata, fortalece."
É uma grande verdade.
Faça das pedras que surgem no seu caminho, uma escada para a sua subida, para a sua vitória em nome de Deus.
E mais. Mesmo que você não consiga visualizar qualquer razão boa para estar passando por uma dificuldade, não é castigo, viu?! (Deus é piedoso! Não castiga seus filhos) Mas o nosso Pai Celestial pode estar te usando para enviar uma mensagem de esperança ou lição de fé para alguém.
E se você pede fé a Deus, Ele te oferece momentos para que você a exercite e a faça crescer.
Fique de olho nisso.
Sei que às vezes nossa esperança em Deus fica abalada, nos sentimos os filhos menos amados, menos quistos. E isso não é verdade.
Deus te deu a vida, te fez à imagem e semelhança Dele. Foi tão generoso que te fez vir numa família que te ama mais que tudo. 
Ele te ama e faz o melhor por você.
Não deixe que a maldade do mundo tire a pureza do seu coração. Mantenha seu contato com Deus, jamais se desvincule dele, faça-se de cega-surda-muda diante das intempérie destinada a você.
Tenha fé em Deus, filha, e nada te abalará!

Sobre as minhas mudanças corporais (25 semanas).

Diariamente vivencio as modificações que você trouxe à minha vida, filha.
Você veio para unir nossa família, para aproximar os amigos verdadeiros, para evoluir e melhorar o seu papai e a mim. Veio para nos ensinar o verdadeiro significado do amor, fortalecer o nosso casamento, entre outras tantas coisas. Dentre estas, você também trouxe, única e exclusivamente a mim, mudanças corporais que deixariam qualquer mulher que cultua o próprio corpo enlouquecida.
Mas eu sou diferente, ou melhor, você me fez diferente.
Sempre fui tão preocupada em tentar manter uma forma física escultural. Queria ter uma cinturinha mais fina, barriga sequinha, mas nunca alcancei estes objetivos (na verdade, eu nunca tentei com grande veemência, mas queria muito). Durante crises de autoestima baixa, evitei espelhos para não me decepcionar com o que via refletido...
Quando soube da tua existência dentro do meu ventre, abandonei a obsessão de ter um corpo de modelete e mentalizei a imagem que eu queria ter durante a gravidez. Passei a sonhar com uma barriga bem grande, bem redonda, roliça, quase explodindo. hahaha. Essa tem sido a minha idealização de gravidez: meu barrigão. Provavelmente seja pela vontade de ostentar o meu troféu (sinceramente é assim que te vejo, meu anjo, o troféu que Deus me deu - prova de que o Nosso Pai Celestial me tem como boa filha).
Aos três meses de gestação, eu praticamente não apresentava sinais de que você estava lá dentro da minha barriga. Eu ficava revoltada! Mas passava na frente do espelho e tufava o bucho, só pra ficar te alisando.
Aliás, essa técnica de tufar o buchão, filha, foi usada muitas e muitas vezes, tanto pra fazer valer o meu direito de gestante (nas filas de lojas e banco), quanto para aparecer nas fotos (momento de vergonha - rsrs)
Quando a barriga foi ficando mais aparente percebi que, proporcionalmente, minha autoestima crescia.
Você me deixou mais bonita filha.
Você ainda nem nasceu, mas já fez de mim uma pessoa muito melhor, uma mulher mais feliz. Acho que foi exatamente a minha felicidade (em ter você) que resolveu externar e se mostrar na minha pele, no meu rosto, no meu corpo.
Hoje tenho o maior prazer em tirar a roupa e me admirar. Fico horas passando creminhos na barriga e me olhando (te olhando indiretamente). Me sinto linda. Vejo em mim um templo para o milagre que é você.
E quando as pessoas me param pra elogiar a barriga? Fico toda toda.
E tenho o maior orgulho em dizer que, nesses 6 meses de gestação, engordei apenas 3 kg, seguindo uma alimentação saudável supervisionada pelo nosso amado (meu marido e seu pai), com pequenas e autorizadas fugidinhas, sob a desculpa de que é desejo de grávida (pura mentira, pois nunca tive isso - rs).
Como se não bastasse eu "me achar", o lindo do seu pai ainda faz questão de dizer sempre que eu fiquei mais bonita grávida e como eu adoro ouvir isso dele. Quando ele quer, massageia muito bem o meu ego!
Outra coisa que eu tenho adorado é quando o seu paizinho, que me vê milhões de vezes todo santo dia, olha pra minha barriga e diz: "Nossa, amor! Como ela está grande!". Morremos de rir juntos e ficamos te alisando e te admirando aqui de fora, bem ao nosso jeitinho peculiar.
E ele também observa comigo as outras mudanças causadas por você: crescimento e escurecimento dos seios, surgimento da linha nigra, alargamento do quadril, sobressalência do umbigo, aparecimento de pintinhas pelo corpo, vazamento de leite...
Sim. Ainda tem isso! No último dia 19, durante um banho de sol, meu seio começou a dar sinal de que em breve você será bem alimentada. Como esse momento me deixou feliz, Maria Cecília. Passei logo a te imaginar nos meus braços durante a amamentação... 
Estou tão ansiosa pra te ver, filhinha. Quero olhar o teu rostinho, meu corpinho, teus jeitos. Quero te encher de beijos, carinhos, dengos e muito leite! rs.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sobre como soubemos que você era uma mocinha e sobre o seu nome. (23 sem e 6 d)

Essas histórias podem ser contadas juntas porque não são longas, nem foram situações que tenham nos causado grande sofrimento.
Assim que confirmamos a gravidez, desarquivei um documento salvo no computador com uma lista de nomes para meninos e meninas (nesses dois anos, a lista era grandinha). Eu queria te chamar pelo nome logo que fosse descoberto o sexo.
Se fosse menino não haveria muita discussão. Já tínhamos entrado em acordo, mas se fosse menina...
E eu já havia determinado ao seu pai que não abria mão de o seu nome conter "Maria", em homenagem a Nossa Senhora, mãe de Jesus. Para mim é o nome mais lindo e mais forte do mundo inteiro.
Além disso, o seu vovô Benedito, meu pai, canta uma linda música, muito antiga, de autoria de Ary Barroso, que eu sempre me imaginava cantando pra você. Ela diz assim:


"Maria,
O teu nome principia na palma de minha mão 
E cabe bem direitinho dentro de meu coração. Maria...
Maria,
De olhos claros, cor do dia, como os de Nosso Senhor 
Eu, por vê-los tão de perto, fiquei ceguinho de amor. Maria...
No dia, minha querida 
Em que juntinhos da vida 
Nós dois nos quisermos bem 
A noite em nosso cantinho 
Hei de chamar-te baixinho 
Não hás de ouvir mais ninguém"

Por mim, você se chamaria apenas "Maria", mas o seu papai quis que fosse um nome composto, então optamos por Cecília. Nome com uma sonoridade linda e que combinou perfeitamente com Maria. Quando vimos os significados desse nome, ficamos ainda mais encantados - padroeira da música, sábia.
E, logo depois, descobri a música de Chico Buarque que aparentemente também foi feita pra você, filhinha.

"Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença, palavras são brutas
Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome e
spalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo,
Mas ardo de desejo
Te olho, te guardo, te sigo
Te vejo dormir"

Assim não é à toa que o nome do blog é um trecho dessa música.
Então finalmente decidimos que seu nome seria "Maria Cecília", se você fosse mulher! rsrs
Quando completei 8 semanas e um dia de gravidez fui fazer a chamada sexagem fetal, exame carinho, mas necessário à sanidade mental de uma mãe curiosa.
Dia 08 de março saiu o resultado e fiz surpresinha pro seu papai, que ao chegar do trabalho encontrou na porta de casa uma chupetinha cor de rosa e um mural na parede com uma cartinha sua.



A reação do seu pai foi linda, como o esperado. Ficou todo orgulhoso, foi correndo postar foto no facebook.
Sendo menino ou menina, tenho certeza que a felicidade seria a mesma.
Ah, meu pequeno anjo, como você nos trouxe alegrias. Antes mesmo de nascer...
Nunca fui tão feliz!

Sobre como descobri você e como contei a novidade ao seu pai.

Ah, isso foi bem a minha cara, filha!
Nunca fui muito boa em guardar segredos do teu pai. Ele me lembra demais o meu pai, seu vovô Benedito: quando olha pra mim parece que sabe que eu estou escondendo algo.
Em relação a outras pessoas, eu tento o máximo guardar os segredos (Conselho nº 3 - ter segredos com os amigos torna a amizade mais forte, demonstra confiança mútua). Mas no que diz respeito às coisas que eu faço ou penso, viro uma matraca e conto quase tudo pro seu papai.
E foi assim:
Dia 05 de fevereiro de 2012, domingo, eu já estava com alguns poucos dias de atraso - 3 dias, mais precisamente. hehe. Na segunda-feira (06/02), após seu pai ir pro trabalho, peguei o carro (era mais ou menos umas 14h), passei em três farmácias diferentes e comprei 3 caixinhas de exame de gravidez. Cheguei em casa, fiz o primeiro e apareceram duas faixinhas cor de rosa. Era o resultado positivo! Chorei, achei que o resultado estava errado (afinal, foram dois anos tentando e vendo esses exames darem negativos), fui tomar um litro d'água pra fazer o próximo, enquanto a Melie comia a caixinha de um dos exames.
Fui fazer o segundo, completamente descrente, imaginando que eu nunca engravidaria... Eu estava errada! Deu positivo novamente. Confirmei minha dúvida e chorei o choro mais gostoso da minha vida! Você existia em mim, filhinha!
Aí, foi um misto de alegria e solidão, porque eu queria que o seu pai estivesse comigo, mas ele estava trabalhando e eu teria que esperar até as 19h30 pra vê-lo.
Mas eu tinha fantasiado mil formas lindas de dizer a ele quando eu estivesse grávida...
Mas a minha forma foi a melhor, teve a minha cara, com toda a minha ansiedade e alegria. E seu pai adorou.
Tirei foto dos resultados dos exames, escrevi uma mensagem de texto e mandei pro celular dele.

Seu pai me ligou ainda em estado de choque. Não sabia se ria, se falava, se me escutava... E eu do outro lado da linha só chorava e dizia o quanto estava feliz.
40 minutos após desligar o telefone, ouvi o barulho do portão. Era o seu pai chegando.
Segundo os comentários dos colegas de trabalho, depois de falar comigo, ele não tirava os olhos da foto que mandei, nem o sorriso do rosto.
Ao nos encontrarmos demos o abraço mais gostoso do mundo, o melhor e mais longo beijo, e choramos juntos pela nossa vitória, pelo nosso tesouro que estava a caminho.
Foi lindo, Maria Cecília!
Foi lindo!!!
Nisso já era mais de 17h. Já havíamos perdido o horário de funcionamento do laboratório, para ter a confirmação ainda mais absoluta da gravidez pelo exame de sangue.
Bem mais tarde, ainda naquele mesmo dia, descobrimos a existência de um laboratório 24h. Era na asa sul, mas fomos lá. Fizemos o exame, voltamos pra casa, fiz o terceiro teste de farmácia (que deu positivo praticamente no momento em que eu fiz xixi - rsrs).
Atualizávamos o login no site do laboratório a cada segundo.
À meia noite e trinta do dia 07/02 (nosso mesversário de namoro - 5 anos e 10 meses) saiu o resultado que apontava de 3 a 4 semanas de gestação.
Seu pai e eu tivemos a noite de sono mais tranquila de todo o tempo do nosso casamento, afinal nosso sonho já era realidade.

Sobre como sempre sonhei com você.

É estranho pensar que o meu histórico familiar poderia ter sido o maior empecilho para eu cogitar ser mãe. Meu subconsciente poderia ter gritado simplesmente: "Deixa de ser besta! Vai tentar ter filho pra que?! Viu que a tua genética não é favorável ao sentimento de maternidade?"
Pois é! Não tive minha mãe biológica por perto por opção dela. Meu pai me criou sozinho por muito tempo. Até que Deus quis que eu soubesse o que é ser mãe pela minha madrasta. Sim, minha filha. Aquela que você chamará carinhosamente de vovó Irene, é minha madrasta (Conselho nº1 - não confie em tudo que os contos de fada narram).
Minha madrasta, a qual por um bom tempo chamei de tia e que logo ganhou o meu coração, foi quem me ensinou o que era mãe. Pelos afagos, carinhos, puxões de orelha, lições de moral, proteção... pelos nossos segredos compartilhados, pela segurança mútua que sentimos uma com a outra... nisso tudo vi a mãe que eu sempre quis ter e a mãe que eu desejava ser.
Toda menina já é criada para carregar uma boneca como se seu filho fosse. Mas eu não tive tanto acesso a bonecas, nem incentivo a maternidade, afinal os pais não gostam nem de pensar nisso para suas filhas.
Mas acho que foi no momento em que tive uma mãe que percebi que queria ser igual, queria imitar aquela situação. E ainda contava com aquela profunda mágoa do passado: Eu queria ser igual à MINHA MÃE e fazer tudo diferente do que a minha mãe biológica fez.
Enfim! Passei a te desejar!
Lembro que aos meus 16 anos, antes mesmo de ir para a faculdade, amigas minhas estavam juntando os trapinhos com seus namorados (isso acontece naturalmente na cidade de onde eu vim - assunto para outra conversa) e eu pensava mais em ter um filho do que propriamente em casar.
Ao estar na faculdade, sonhava em ter meu primeiro filho ou filha aos 24 anos, coincidindo com a formatura mesmo, porque assim eu poderia ter ao menos 4 filhos até os 30 anos - um filho a cada dois anos. Meu sonho...
E amores vieram, amores foram... Até que aos 22 anos eu conheci o seu pai (como o conheci é história para um papo só nosso) e ele virou o meu parceiro de sonho. Dia desses li cartas que trocamos e sempre havia algo sobre você, nossa primeira filha.
Você não era mais um sonho só meu, era um sonho nosso.
Casamos quando eu tinha 24 anos e seu pai tinha 25, podia ter logo dado início à execução do plano de te ter, mas queríamos te ter com conforto. Queríamos que você tivesse tudo o que não  tivemos.
Trabalhamos, juntamos dinheiro, trabalhamos mais. E você era sempre o nosso projeto maior. Lutávamos para ter você.
Muita gente já cobrava a chegada de um filho nosso, diziam que estávamos passando da idade, que depois ficaria mais difícil... Pessoas que costumam tirar as próprias conclusões sem nem ao menos se preocupar em saber o que se passa no coração alheio (Conselho nº 2 - seja diferente de mim e não se importe com que esse tipo de gente fala. Faça-se de surda.).
Até que no início de 2010 resolvemos dar início ao "projeto baby".
Não contamos pra muita gente, para não fazer alarde, apenas para alguns amigos muito próximos.
Nenhuma prevenção e muitas tentativas. Engordei, tive espinhas, meu ovário voltou a apresentar policistos, minha autoestima (que nunca foi lá uma maravilha) ficou negativa, briguei muito com o seu pai (coitado), quis me separar dele, comecei a dirigir (mais um assunto para uma outra conversa), quis pedir demissão do emprego...
Qualquer mísero dia de atraso na menstruação era suficiente para eu desconfiar de uma suposta gravidez. Cogitei até mesmo de fazer estoque de teste de farmácia, porque era o que eu mais consumia - rs. E que tristeza quando o resultado dava negativo ou quando a menstruação descia...
Foram 2 longos anos!
Longos e cansativos e estressantes.
Estava tudo um inferno! Essa é a única palavra cabível para aquela situação. Eu queria morrer ou matar.
E ainda continuava a te desejar. Eu precisava de uma razão pra viver.
Procuramos vários médicos e ao fim já estávamos começando um acompanhamento com uma especialista em reprodução humana. A coisa estava tensa!
Em setembro de 2011 precisei interromper todos os exames marcados (e toda a minha vida) depois de ter quebrado a perna, num acidente doméstico muito idiota. Considero hoje que a queda da escada de casa foi um sinal de que eu estava seguindo o caminho errado, que havia uma forma diferente de alcançar os meus objetivos. Foi o jeito que Deus deu de me fazer parar, descansar e começar tudo de novo.
Passei mais de 2 meses entre cadeira de rodas e muletas. E éramos só eu e seu pai . Só ele cuidando de mim, com uma dedicação tamanha. Foi mais uma das grandes provas do amor dele por mim. (Demos sorte, Ceci! Seu pai vale ouro)
Voltei a andar já em dezembro e uma das primeiras coisas que fiz foi remarcar todos os exames e a consulta com a médica.
Fui exonerada do cargo que eu exercia, passei a cuidar só do seu pai, da nossa casa e do nosso projeto: você.
Comecei a malhar e a fazer uma dieta balanceada, para que meu corpo te recebesse bem e saudável.
E nesse meio tempo, ganhamos do seu avô Artur, pai do seu pai, a Melie, uma cadelinha linda, carinhosa e super danada, que foi um acalento pro meu coração enquanto você não chegava (A Melie é incrível, filha. Você vai amá-la muito, tenho certeza!).
Dia 10 de fevereiro de 2012 (uma sexta-feira) foi a única data que consegui pro retorno à médica. Já estava certo que eu tomaria hormônios que estimulassem a ovulação, a qual não ocorreria naturalmente. Se não desse certo, partiríamos para a fertilização in vitro (tratamento caro e não coberto pelo plano de saúde).
Mas, para a nossa surpresa, no dia 06 de fevereiro (uma segunda-feira) descobri que havia um milagre em meu ventre. Você tinha sido concebida, minha filha, de forma natural! Um esperado inesperado...
Agora o meu mundo e do seu pai tinha se tornado completo e muito mais bonito!!!