Diariamente vivencio as modificações que você trouxe à minha vida, filha.
Você veio para unir nossa família, para aproximar os amigos verdadeiros, para evoluir e melhorar o seu papai e a mim. Veio para nos ensinar o verdadeiro significado do amor, fortalecer o nosso casamento, entre outras tantas coisas. Dentre estas, você também trouxe, única e exclusivamente a mim, mudanças corporais que deixariam qualquer mulher que cultua o próprio corpo enlouquecida.
Mas eu sou diferente, ou melhor, você me fez diferente.
Sempre fui tão preocupada em tentar manter uma forma física escultural. Queria ter uma cinturinha mais fina, barriga sequinha, mas nunca alcancei estes objetivos (na verdade, eu nunca tentei com grande veemência, mas queria muito). Durante crises de autoestima baixa, evitei espelhos para não me decepcionar com o que via refletido...
Quando soube da tua existência dentro do meu ventre, abandonei a obsessão de ter um corpo de modelete e mentalizei a imagem que eu queria ter durante a gravidez. Passei a sonhar com uma barriga bem grande, bem redonda, roliça, quase explodindo. hahaha. Essa tem sido a minha idealização de gravidez: meu barrigão. Provavelmente seja pela vontade de ostentar o meu troféu (sinceramente é assim que te vejo, meu anjo, o troféu que Deus me deu - prova de que o Nosso Pai Celestial me tem como boa filha).
Aos três meses de gestação, eu praticamente não apresentava sinais de que você estava lá dentro da minha barriga. Eu ficava revoltada! Mas passava na frente do espelho e tufava o bucho, só pra ficar te alisando.
Aliás, essa técnica de tufar o buchão, filha, foi usada muitas e muitas vezes, tanto pra fazer valer o meu direito de gestante (nas filas de lojas e banco), quanto para aparecer nas fotos (momento de vergonha - rsrs)
Quando a barriga foi ficando mais aparente percebi que, proporcionalmente, minha autoestima crescia.
Você me deixou mais bonita filha.
Você ainda nem nasceu, mas já fez de mim uma pessoa muito melhor, uma mulher mais feliz. Acho que foi exatamente a minha felicidade (em ter você) que resolveu externar e se mostrar na minha pele, no meu rosto, no meu corpo.
Hoje tenho o maior prazer em tirar a roupa e me admirar. Fico horas passando creminhos na barriga e me olhando (te olhando indiretamente). Me sinto linda. Vejo em mim um templo para o milagre que é você.
E quando as pessoas me param pra elogiar a barriga? Fico toda toda.
E tenho o maior orgulho em dizer que, nesses 6 meses de gestação, engordei apenas 3 kg, seguindo uma alimentação saudável supervisionada pelo nosso amado (meu marido e seu pai), com pequenas e autorizadas fugidinhas, sob a desculpa de que é desejo de grávida (pura mentira, pois nunca tive isso - rs).
Como se não bastasse eu "me achar", o lindo do seu pai ainda faz questão de dizer sempre que eu fiquei mais bonita grávida e como eu adoro ouvir isso dele. Quando ele quer, massageia muito bem o meu ego!
Outra coisa que eu tenho adorado é quando o seu paizinho, que me vê milhões de vezes todo santo dia, olha pra minha barriga e diz: "Nossa, amor! Como ela está grande!". Morremos de rir juntos e ficamos te alisando e te admirando aqui de fora, bem ao nosso jeitinho peculiar.
E ele também observa comigo as outras mudanças causadas por você: crescimento e escurecimento dos seios, surgimento da linha nigra, alargamento do quadril, sobressalência do umbigo, aparecimento de pintinhas pelo corpo, vazamento de leite...
Sim. Ainda tem isso! No último dia 19, durante um banho de sol, meu seio começou a dar sinal de que em breve você será bem alimentada. Como esse momento me deixou feliz, Maria Cecília. Passei logo a te imaginar nos meus braços durante a amamentação...
Estou tão ansiosa pra te ver, filhinha. Quero olhar o teu rostinho, meu corpinho, teus jeitos. Quero te encher de beijos, carinhos, dengos e muito leite! rs.
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